RAÇABRASIL GOG


A capa da revista Raça Brasil deste mês de novembro traz, em sua capa, o rapper e ativista GOG. Na principal matéria da publicação, ele concede uma entrevista exclusiva ao jornalista Alexandre de Maio. Para GOG, o reconhecimento se torna mais marcante pelo fato de ocorrer em novembro, mês em que é comemorada a Consciência Negra (dia 20).

Com as gravações de seu décimo álbum em andamento, GOG é um dos principais nomes do hip-hop brasileiro e, neste ano, lançou A Rima Denuncia (Editora Global), seu primeiro livro, que traz 48 letras de diferentes fases de sua carreira. Mais do que falar em nome do hip-hop, na matéria publicada na revista Raça Brasil GOG representa uma contundente militância por igualdade racial, comenta a necessidade de políticas auto-afirmativas e frisa a importância da música e da literatura na politização da população.

a edição deste mês da Revista Raça, GOG é o grande destaque estampado na CAPA com uma entrevista exclusiva cedida ao jornalista Alexandre de Maio. É um fato marcante para o Músico e Rapper já que é um mês simbólico por ser comemorada a Consciência Negra no dia 20.

GOG vem representando muito mais que o Hip-Hop neste importante veículo para a negritude brasileira, representa a militância por igualdade racial, a necessidade de políticas auto-afirmativas e a importância da música e da literatura no processo de politização de um povo. Faz isso lembrando algumas de suas músicas e também do seu mais recente lançamento, o livro “A Rima Denuncia” lançado pela editora Global.

É uma ótima oportunidade de entender que devemos nos politizar, que a música e a literatura são veículos que historicamente contribuíram para isso e que dia 20 de novembro não é só mais uma data de calendário.


FONTES: CENTRAL HIP-HOP E GOG

Niggaz "TEMPORAL"


Em comemoração pelo Dia da Consciência Negra o grupo de Rap Niggaz, traz aos amantes da boa música dois singles intitulados, “Temporal” e “Sem Cortes”, que conta com a participação do rapper cubano, Victor Duarte e a produção dos instrumentais fica a cargo de Diego 157. Com estes trabalhos o grupo vem explicitar a forma de como interpretam o mundo em que vivem e atender o anseio de quem esperava algo novo desde que deixaram de lado o nome 157 Nervoso e passaram a se chamar NIGGAZ. Pra conferir os novos singles acesse o link: http://www.4shared.com/file/zYg4yWY_/Niggaz_-_Singles.html

Maiores informações:

assessoria157@gmail.com

www.myspace.com/niggaz157

www.twitter.com/niggaz157

www.twitter.com/diego_157

www.twitter.com/manduim

Show celebra dia do hip-hop no sul de Minas Gerais




Para comemorar a data, o evento traz grupos de toda região, lançamento de livro sobre a cultura hip-hop e show especial com grupo Inquérito


Para comemorar os 36 anos da cultura hip-hop – que faz aniversário na próxima sexta-feira, dia 12 de novembro – um evento especial está sendo preparado na cidade de Monte Santo de Minas, no sul do Estado, com mais de dez grupos e o show especial da noite com o lançamento do CD MUDANÇA, do grupo Inquérito.

A festa que celebra o movimento tem início às 21h do dia 13 (sábado) e acontece no Poliesportivo da Estação, no bairro Alto da Estação terá a mistura de grupos de várias cidades do interior de São Paulo  como o MV3, de Leme e o grupo Transmissão de Araras.
As cidades da região, em Minas Gerais, também marcam presença com grupos como Concepção Criminal e Sistema Ant Preconceito, da cidade de Passos e também  Impacto Revolucionário, da cidade de Guaranésia.
A festa conta ainda com a presença de  Mano Junior, Mano Igor Fabinho Meireu e Gatilho da Paz de Guaxupé.
Da cidade de Poços de Caldas, o grupo Mente Letal também faz show, seguido pelo MC Leopac e ainda por Trindad.

Uma das surpresas ficam por conta de um som novo que Leopac está preparando. Como a apresentação acontecerá na data de aniversário do rapper, ele produz uma nova música. “Vou lançar, durante o show, esta música nova. É uma especial, para comemorar a data do hip-hop, o meu aniversário e o evento em si”, conta.
As atrações não param por aí. Direto do Triângulo Mineiro vem o grupo Comando R, da cidade de Uberaba.

Já a prévia da atração principal da noite fica por conta dos grupos Real Sistema Sonoro, Matilha e Pedro Ras.
O encontro traz ainda a parte do conhecimento dentro da cultura hip-hop e promove o lançamento do livro “Traficando Conhecimento” da escritora e militante Jéssica Balbino, que traz informações sobre o movimento e a comunicação entre as periferias.

Esta conexão proporciona exatamente o que pediu o pai do hip-hop, Afrika Bambaataa, quando criou o movimento: paz, amor, diversão e união. E desta maneira, os grupos e expectadores de todo sul de Minas e norte de São Paulo tem a oportunidade de se reunir e celebrar a criação do movimento dos guetos.
Para Kiko, da Vanguarda do Rap Nacional, um dos apoiadores do evento, realizar festas como essa fortalece o movimento na região. “Fazer um show com grupos de nome, como o Inquérito, faz com que cresça a cena e atrai público para o movimento. Muitos que curtem rap no interior, falando dessa região, nunca tiveram oportunidade de ir num show de algum grupo favorito”, destaca.
O grupo Inquérito faz, na noite, o show de lançamento do terceiro disco, Mudança, que vem 20 faixas e traz participações de Realidade Cruel, Cagebê, Emicida, RAPadura, DBS e Dexter.


Serviço - Os ingressos antecipados estão sendo vendidos a R$ 10 e podem ser adquiridos com os organizadores através dos telefones (35) 9175.5894- (35) 9106.6681
O show acontece no Poliesportivo da Estação, no Alto da Estação.

Aliados CP



O Grupo Nordestino da zona norte do Recife Aliados CP atualmente formado por Pulga mc, M. Gão, Fumaça e Dj Lotto. Fundado em 2003 lançou seu primeiro trabalho independente no final de 2005 intitulado “ENXERGAMOS UMA LUZ

Vem agora com seu novo trabalho intitulado¨ VIVENDO O PRESENTE, SEM ESQUECER O PASSADO¨

informações:

aliados@hotmail.com
mano.gao@hotmail.com
www.myspace.com/aliadoscp

link da musica: NINGUÉM ME PARA

DOWNLOADS




Salto, maquiagem, pick-ups e hip-hop

Foto: Jéssica Balbino


Foto: Jéssica Balbino



Foto: Jéssica Balbino
Mais uma vez, mulheres se unem para discutir a presença feminina no hip-hop e apresentar as DJs recém-formadas pela crew Applebum

De saia, salto alto, maquiagem e muita atitude, o hip-hop feito pelas mulheres pede licença para se consolidar também como protagonista da cultura. Pela segunda vez, o espaço da Foto: Jéssica BalbinoAção Educativa, no centro de São Paulo, sediou no último sábado (23/10) o evento Hip-Hop de Salto, organizado pela crew Applebum, formada pelas DJs Lisa Bueno, Mayra, Simmone, Tati Laser e Vivian Marques. O encontro serviu para celebrar, refletir e debater as experiências das mulheres no hip-hop.

Entre scratchs, back to backs, beats e muita disposição para compartilhar conhecimentos, as DJs do Applebum realizaram uma oficina com 10 alunas, que, ao longo de 12 encontros, aprenderam a arte de riscar os discos nas pick ups. Financiada pela Prefeitura de São Paulo, a ideia surgiu da necessidade de agregar mais mulheres ao hip-hop e, principalmente, à arte da discotecagem. “Estávamos limitadas a nós cinco e não tínhamos outras minas para chamar para os campeonatos. Então, resolvemos formar mais meninas e ter mais DJs tocando. O Hip-Hop de Salto veio para isso”, conta Lisa Bueno.

Além das participantes da oficina, o projeto atraiu ao auditório da Ação Educativa um público repleto de hip-hoppers de saia, batom e salto alto. Houve exibições das alunas que receberam certificados pela oficina e um debate, incrementado pela presença das rappers Rubia (RPW) e Lurdez da Luz. E, enquanto “O lugar da mulher no rap” era discutido, a grafiteira Cristiane Monteiro, conhecida como Crica, 26 anos, expressou em uma tela sua colorida e criativa homenagem às mulheres do hip-hop.

A militância pela causa feminina também reuniu diferentes coletivos e projetos femininos. Para a DJ Lisa Bueno, essa é a porta que vai abrir espaços no universo masculino, para que o hip-hop feito por mulheres chegue. “Enquanto poucos homens apoiam, vamos fazendo a nossa festa por nós mesmas”, opina.

E os homens chegam junto
Apesar do nome, o evento Hip-Hop de Salto não é restrito a mulheres. Também marcaram presença maridos, namorados e filhos das participantes, além de agentes do hip-hop que apoiam a presença feminina. É o caso de Luter, do grupo Enigmas da Periferia, que pelo segundo ano consecutivo saiu de Diadema para prestigiar o evento no centro de São Paulo. “Admiro a luta das mulheres para conquistar o próprio espaço sem precisar se vender. É uma grande iniciativa delas, que dá uma estrutura para as meninas que estão chegando agora e querem continuar nessa luta”, elogiou.

Discussão
No debate, foram discutidos temas como a Velha e a Nova Escola do rap, o mercado fonográfico e a evolução da comunicação no hip-hop desde a década de 1980. Depois de contar um pouco de suas trajetórias, incluindo a coincidência de terem iniciado no rap por meio de grupos formados por homens, as rappers Rubia e Lurdez da Luz responderam aos questionamentos do público.

Desde 1989 no rap, Rubia destacou que, sem militância, o rap não existiria. “Não existe nenhum MC apenas por estética. Existe algo mais. O rap é compromisso. Cito o Sabotage porque é verdade: o rap é compromisso”, frisou. Ambas destacaram a importância de mudança dentro do cenário do hip-hop e fizeram questão de enfatizar a luta vivida pelos pioneiros da cultura no Brasil, o que inclui, sem dúvidas, a participação de Rubia. Ela se divertiu lembrando que, para saber das novidades do rap, ficava acordada até as 2h da manhã, às quintas-feiras, para assistir ao extinto programa Yo! MTV Raps. “Era tudo muito mais difícil, mas me lembro com saudade. Toda informação e tecnologia era bem mais difícil. Fazíamos as colagens no tranco e looping com deck de rolo. Eram momentos mágicos. Se eu for parar para pensar, tenho coisas bacanas para contar.” Já Lurdez da Luz, mesmo pertencendo à Nova Escola do rap brasileiro, não se arriscou a comentar muito e apenas afirmou que não sabe onde tudo vai parar. Questionada sobre o volume e a velocidade das informações, o fato de não se produzirem mais discos de vinil e sobre o declínio do mercado fonográfico, opinou: “Vivemos um momento peculiar, mas eu acho que fazer um CD ainda vale a pena, porque o DJ pode tocar, torna-se um material de trabalho e daí surgem os shows. Mas, sinceramente, ainda não sei como ganhar dinheiro com o rap”.

Rubia e Lurdez da Luz concordaram que há uma saturação de novos raps no cenário, visto que o público deixou de ser apenas espectador e quis também subir ao palco e fazer músicas. “O rap não é pastel. Dá trabalho fazer. Eu não acredito em quem faz um rap por dia, porque é preciso muito sentimento para escrever e isso faz do público militante, também”, destacou Rubia. Lurdez foi além quando se referiu aos que admiram a cultura: “No rap, o palco é o público e o público é o palco”, filosofou. Na linha de pensamento do pai do hip-hop, Afrika Bambaataa, ela prosseguiu. “Podemos voltar às origens com paz, amor, diversão e união, ou seja, não perder o que conquistamos, apesar de acompanhar a evolução musical e produtiva que vem com esta nova safra”, ressalta.

Com a interação do público, o debate foi finalizado com palmas para todas as mulheres, sendo elas do hip-hop ou não, mas que fazem algo que muda, de alguma maneira, a realidade opressora que nos rodeia. “Viva as mulheres”, brindaram, e finalizaram o encontro, as mulheres do hip-ho

fonte: central hip-hop

por: jessica balbino

Prêmio Cultura Hip Hop 2010 – Edição Preto Ghóez


Confira a lista dos habilitados e inabilitados

Foi publicado no dia 05/10/2010, no Diário Oficial da União, a lista das iniciativas habilitadas a concorrer ao Prêmio Cultura Hip Hop – Edição Preto Ghóez. Foram enviadas 1084 propostas, destas 866 estão aptas a concorrer ao Prêmio, sendo 243 de grupos informais, 70 de instituições e 533 de pessoas físicas.

O mérito artístico e cultural dessas propostas será avaliado pela Comissão de Seleção do Prêmio, que escolherá as iniciativas que defendam o fortalecimento das expressões culturais do Movimento Hip Hop.

O Prêmio é uma promoção das Secretarias da Identidade e da Diversidade e de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura em parceria com Instituto Empreender e a Ação Educativa. Serão premiados 134 trabalhos com valor de R$ 13 mil para cada uma.

Os recursos podem ser apresentados até o dia 20 de outubro, para isso basta preencher o formulário e enviar para o e-mail: premiohiphop2010@institutoempreender.org. Dúvidas e informações poderão ser esclarecidas pelo telefone 61 3225 2780, de segunda a sexta-feira, das 9 às 18h.

Formulário para Recurso

Confira aqui a lista dos habilitados e inabilitados.

Fonte: http://www.cultura.gov.br/site/2010/10/05/premio-hip-hop/

Crazzy Records lança mais um artista Paranaense


Crazzy Records é uma gravadora Paranaense direcionada para o publico RAP, desde 2002 vem produzindo e lançando talentos dos mais diversos lugares do Estado. Agora instalada na cidade de Colombo, próxima a capital Curitiba, vem desenvolvendo um trabalho de respeito e ganhando espaço para o Rap Paranaense.

Dentre os grupos já produzidos pela Crazzy podemos destacar alguns que obtiveram reconhecimento nacional: Thiagão e os Kamikaze do Gueto, Rajada Mcs, Atitude Consciente, Pensamento Racional.

A lista de grupos já produzidos e em fase de produção é extensa, em especial um, nem mais, nem menos que os outros, mais com uma sonoridade diferente, seu nome é Fernando Amor&Guerra.

Fernando Amor&Guerra, mais conhecido como Pepeu, Backing vocal do renomado grupo Facinora Mcs, agora faz também um trabalho solo que será lançado pela Crazzy Records.
O primeiro single se chama “Faz acontecer” musica para pista, o músico direciona seu talento nato para musicas envolventes, com uma pegada forte, dançante e também romântica, musica pesada e de qualidade para bons ouvidos, em breve o Álbum Amor&Guerra na pista pela Crazzy Records.


A música “Faz acontecer” já esta disponível na rede:

http://www.4shared.com/audio/K_SMIG5c/Faz_acontecer_-_Single_amorgue.htm

F.I.N.O- TA AQUI!!!-CLIP OFICIAL


 INDICAÇÃO CRIA DAS RUAS:
 CLIP DO SOM TA AQUI DO  CD  4MUNDO DO RAPPER FINO.
 RITMO E POESIA DAS RUAS COM MUSICALIDADE.

PELAS PERIFERIAS DO BRASIL VOL.04





Um livro por todos, todos por um livro.
Por: Alessandro Buzo
* Organizador da obra

Dia 15 de Outubro de 2010 às 19h na Ação Educativa, acontece o lançamento da coletânea literária "Pelas Periferias do Brasil - VOL IV" com apoio da Ação e do Centro Cultural da Espanha.
O quarto ano seguido (desde 2007) faz o projeto se tornar referência entre as coletâneas, neste caso, com autores de periferia, na maioria estreiantes.
Mas esse ano o livro traz autores como Zinho Trindade (autor de TARJA PRETA) e Elizandra Souza (co-autora de PUNGA), entre muitos que publicam pela primeira vez.
Como em outros anos, teremos uma festa de lançamento com a presença da maioria dos autores e você é nosso (a) convidado especial.
Alessandro Buzo, curador do projeto, teve apoio de Erica Peçanha que fez a correção minuciosa e Alexandre de Maio, arte e diagramação.
Agradecimentos especiais a quem acredita no projeto, Eleilson Leite da Ação e Ana Tomé do Centro Cultural da Espanha.
Pensavam que não sabiamos nem ler e estamos escrevendo "muitos" livros....diz Buzo.
Juntos somos fortes. Finaliza.
Nos vemos no lançamento !!!!!

DIA O9/10/2010 SHOW NO GUACURI

NEGREDO Maracatu, Nego Chic e os Guerreiros,3D, Kamau, Pentágono, Thaide, Mc Tavinho, Z'Africa, MV Bill, , Tref e Detentos do Rap, Mano Brown e convidados
*Ministério 13 ,CICATRIZ, ENIGMAS DE PERIFERIA, EDU MARRON, Tô LEGAL,
MC TARTARUGA, ESTOPIM DA FIEL







Radio Atividade


Iniciou dia 15 de setembro de 2010, o 1º programa de Rap Catarinense chamado Rádio Atividade. Pela 1ª vez em Blumenau - SC, a 2ª cidade mais alemã do Brasil, vai ter que ingulir duas horas de puro rap catarinense todas as 4ª feiras na Rádio Comunitária Fortaleza. O Programa Rádio Atividade é composto por Zezo, Juba, Nessa, Tiago e Jô, todos da Banca Família C de Blumenau, e leva para todo o país através da internet muito rap catarina du bom! Para conhecer um pouco mais entre em http://www.comunitariafortaleza.com.br/ e acesse rádio online no topo da página. Todas as 4ª feiras, das 20hs as 22hs, com rap, entrevistas, informação, e nessa 4ª, a Rádio Atividade recebe a visita do grupo Palavra Feminina, com sorteio do novo CD "Filhos do Brasil".

HIP-HOP VAMOS CRESCER



Esse texto é pelo Hip Hop.
Quem promove eventos sabe que é muito difícil quando o assunto é Hip Hop, as portas se fecham....dificuldades mil.
Estou passando por um desses problemas, a 12 dias do tradicional "Favela Toma Conta" do Dia das Crianças, 23a edição, sétimo ano nessa data especial. E até agora não tenho confirmação de que terei palco, som, gerador, iluminação.
Atrações de peso (entre eles Dexter), doces e brinquedos, eu já fiz um corre e consegui...mas a PMSP, via Sub Itaim Paulista, solicitou mais até agora nada de confirmar a estrutura.
Segurei até a divulgação, o que já está prejudicando o evento.
Até quando vai ser assim ???
Porque continuo fazendo ???
Eu sei a resposta, faço porque amo o Hip Hop, pra trazer entretenimento saudável pra minha quebrada, mas confesso ter horas que ando desanimado.
Em meio a tudo isso, recebo todos os dias email e telefonemas de grupos (maioria nem conheço), querendo cantar no evento.
- Mano, já está fechada a programação. Digo eu de um lado.
O mano do outro insiste: - Só 2 som.
Assim fico dizendo um monte de "NÃO", provavelmente esse mano vai achar que eu tô fazendo pouco caso, mas não é.
O problema é muito grupo pra pouco evento.
O que tenho feito ? Respondo pra você.
Passei a colocar os grupos dos manos que colam nas outras atividades, que fortalecem no Espaço Suburbano do Itaim, frequenta os Saraus, exibições de filme, biblioteca. Que colam na Livraria Suburbano do Bixiga, nos seus eventos.
Um dia desses ligou um mano que conheço a mil ano na quebrada.
Fui obrigado a dizer pra ele: - Mano, você num comparece em nenhum evento que eu promovo, porque vou colocar seu grupo e deixar os mano do Família Tramoia do Jd Pantanal de fora, sendo que eles vão em tudo que é atividade que eu promovo.
Seria até burrice fazer isso, mas os manos não entendem, só querem subir no palco de MIC na mão e rimar.
Cadê a militancia, nota ZERO.
Além do mais, já disse o amigo Gilberto Yoshinaga do Site Bocada Forte (www.centralhiphop.com.br) no seu texto: Nem todos serão Mcs
Concordo plenamente, é muito grupo pra pouco público, porque o cara que deveria fortalecer como público, acha que é MC e quer cantar em vez de prestigiar.
O Hip Hop precisa bem mais que Mcs para crescer.
Até porque da velha guarda até os que se destacam atualmente, já são muitos talentos.
Precisamos também, para crescer.....Djs, Graffiteiro, B.Boys.....além de técnicos de som, assessor de imprensa, Hostes, fotografos, câmeras, Web Desingner, PÚBLICO, mídia do Hip Hop entre outras coisas.
Você pode ser do Hip Hop sendo um escritor, poeta...quinto elemento: Conhecimento.
Você pode ser do Hip Hop fazendo um filme, promovendo um evento na quebrada.
Muitos tão nem ai mais pra militancia, só querem saber de cantar e sair bem nas fotos.
O público hoje, como disse o Rashid naquele som, não põe mais a mão pra cima, ele levantam suas maquinas digitais. Ok. Parte do progresso, globalização.
Da ibope uma foto da hora no ORKUT, Twitter, BLOGS, etc....
Mas precisamos ir mais além, invadir o sistema cantando no centro (mas sem esquecer nossas raízes, de onde viemos), sem esquecer de fazer um bate papo na escola do seu filho.
Hip Hop é vida.
Hip Hop salva.
Hip Hop desaliena.
Hip Hop é tudo isso.
Mas se você quer fazer o Hip Hop crescer, quer ver ele fortão.
Temos que nos unir, porque senão continua como está.
Até o Funk Carioca toca mais que Hip Hop hoje na favela.
Grupo de Rap com cara de mal, só falando de problemas sociais, foi da hora nos anos 80.
A gente precisa evoluir, dar um passo a frente.
A gente precisa se envolver de coração.
A gente precisa fazer a nossa parte, ninguém disse que seria fácil.
Somos o movimento mais boicotado pela mídia na história desse país.
Não fazem uma e quando fazem é para contar mentiras, dizer que estamos em crise.
Estava esses dias com o Emicida, numa reunião do Manos e Minas na Tv Cultura e ele disse: - O momento é histórico, nunca se produziu tanto.
Volto a questão, coisa boa pinta toda hora, está mesmo é faltando público consumidor.
Uma cena recentes mostrou nossa força, o levante contra o fim do Manos e Minas, que fez inclusive a TV Cultura trazer de volta o programa pra grade (estréia em meados de outubro)....foi histórico, nunca o nosso povo usou tão bem o que tinha na mão, internet.
Mobilizamos e mostramos que somos fortes, quando unidos.
Porque hoje em dia, todos só querem ser MC e já disse o GilPonés: - Nem todos serão mcs.....
Está sendo lançado até o final do ano o livro: Hip Hop - Dentro do Movimento de Alessandro Buzo (Aeroplano Editora), foram 70 entrevistas com militantes e artistas da nossa cena, espero que esse livro traga de volta o debate.
Porque só debatendo nós encontraremos a melhor forma de fazer o Hip Hop crescer, daqui pra frente, o futuro a Deus pertence, mas a gente só vai colher o que a gente plantar.

Alessandro Buzo é escritor
www.buzo.com.br

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FONTE:BUZO
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