F.I.N.O- TA AQUI!!!-CLIP OFICIAL
PELAS PERIFERIAS DO BRASIL VOL.04

Um livro por todos, todos por um livro.
Por: Alessandro Buzo
* Organizador da obra
Dia 15 de Outubro de 2010 às 19h na Ação Educativa, acontece o lançamento da coletânea literária "Pelas Periferias do Brasil - VOL IV" com apoio da Ação e do Centro Cultural da Espanha.
O quarto ano seguido (desde 2007) faz o projeto se tornar referência entre as coletâneas, neste caso, com autores de periferia, na maioria estreiantes.
Mas esse ano o livro traz autores como Zinho Trindade (autor de TARJA PRETA) e Elizandra Souza (co-autora de PUNGA), entre muitos que publicam pela primeira vez.
Como em outros anos, teremos uma festa de lançamento com a presença da maioria dos autores e você é nosso (a) convidado especial.
Alessandro Buzo, curador do projeto, teve apoio de Erica Peçanha que fez a correção minuciosa e Alexandre de Maio, arte e diagramação.
Agradecimentos especiais a quem acredita no projeto, Eleilson Leite da Ação e Ana Tomé do Centro Cultural da Espanha.
Pensavam que não sabiamos nem ler e estamos escrevendo "muitos" livros....diz Buzo.
Juntos somos fortes. Finaliza.
Nos vemos no lançamento !!!!!
DIA O9/10/2010 SHOW NO GUACURI
*Ministério 13 ,CICATRIZ, ENIGMAS DE PERIFERIA, EDU MARRON, Tô LEGAL,
MC TARTARUGA, ESTOPIM DA FIEL
Radio Atividade

HIP-HOP VAMOS CRESCER
Esse texto é pelo Hip Hop.
Quem promove eventos sabe que é muito difícil quando o assunto é Hip Hop, as portas se fecham....dificuldades mil.
Estou passando por um desses problemas, a 12 dias do tradicional "Favela Toma Conta" do Dia das Crianças, 23a edição, sétimo ano nessa data especial. E até agora não tenho confirmação de que terei palco, som, gerador, iluminação.
Atrações de peso (entre eles Dexter), doces e brinquedos, eu já fiz um corre e consegui...mas a PMSP, via Sub Itaim Paulista, solicitou mais até agora nada de confirmar a estrutura.
Segurei até a divulgação, o que já está prejudicando o evento.
Até quando vai ser assim ???
Porque continuo fazendo ???
Eu sei a resposta, faço porque amo o Hip Hop, pra trazer entretenimento saudável pra minha quebrada, mas confesso ter horas que ando desanimado.
Em meio a tudo isso, recebo todos os dias email e telefonemas de grupos (maioria nem conheço), querendo cantar no evento.
- Mano, já está fechada a programação. Digo eu de um lado.
O mano do outro insiste: - Só 2 som.
Assim fico dizendo um monte de "NÃO", provavelmente esse mano vai achar que eu tô fazendo pouco caso, mas não é.
O problema é muito grupo pra pouco evento.
O que tenho feito ? Respondo pra você.
Passei a colocar os grupos dos manos que colam nas outras atividades, que fortalecem no Espaço Suburbano do Itaim, frequenta os Saraus, exibições de filme, biblioteca. Que colam na Livraria Suburbano do Bixiga, nos seus eventos.
Um dia desses ligou um mano que conheço a mil ano na quebrada.
Fui obrigado a dizer pra ele: - Mano, você num comparece em nenhum evento que eu promovo, porque vou colocar seu grupo e deixar os mano do Família Tramoia do Jd Pantanal de fora, sendo que eles vão em tudo que é atividade que eu promovo.
Seria até burrice fazer isso, mas os manos não entendem, só querem subir no palco de MIC na mão e rimar.
Cadê a militancia, nota ZERO.
Além do mais, já disse o amigo Gilberto Yoshinaga do Site Bocada Forte (www.centralhiphop.com.br) no seu texto: Nem todos serão Mcs
Concordo plenamente, é muito grupo pra pouco público, porque o cara que deveria fortalecer como público, acha que é MC e quer cantar em vez de prestigiar.
O Hip Hop precisa bem mais que Mcs para crescer.
Até porque da velha guarda até os que se destacam atualmente, já são muitos talentos.
Precisamos também, para crescer.....Djs, Graffiteiro, B.Boys.....além de técnicos de som, assessor de imprensa, Hostes, fotografos, câmeras, Web Desingner, PÚBLICO, mídia do Hip Hop entre outras coisas.
Você pode ser do Hip Hop sendo um escritor, poeta...quinto elemento: Conhecimento.
Você pode ser do Hip Hop fazendo um filme, promovendo um evento na quebrada.
Muitos tão nem ai mais pra militancia, só querem saber de cantar e sair bem nas fotos.
O público hoje, como disse o Rashid naquele som, não põe mais a mão pra cima, ele levantam suas maquinas digitais. Ok. Parte do progresso, globalização.
Da ibope uma foto da hora no ORKUT, Twitter, BLOGS, etc....
Mas precisamos ir mais além, invadir o sistema cantando no centro (mas sem esquecer nossas raízes, de onde viemos), sem esquecer de fazer um bate papo na escola do seu filho.
Hip Hop é vida.
Hip Hop salva.
Hip Hop desaliena.
Hip Hop é tudo isso.
Mas se você quer fazer o Hip Hop crescer, quer ver ele fortão.
Temos que nos unir, porque senão continua como está.
Até o Funk Carioca toca mais que Hip Hop hoje na favela.
Grupo de Rap com cara de mal, só falando de problemas sociais, foi da hora nos anos 80.
A gente precisa evoluir, dar um passo a frente.
A gente precisa se envolver de coração.
A gente precisa fazer a nossa parte, ninguém disse que seria fácil.
Somos o movimento mais boicotado pela mídia na história desse país.
Não fazem uma e quando fazem é para contar mentiras, dizer que estamos em crise.
Estava esses dias com o Emicida, numa reunião do Manos e Minas na Tv Cultura e ele disse: - O momento é histórico, nunca se produziu tanto.
Volto a questão, coisa boa pinta toda hora, está mesmo é faltando público consumidor.
Uma cena recentes mostrou nossa força, o levante contra o fim do Manos e Minas, que fez inclusive a TV Cultura trazer de volta o programa pra grade (estréia em meados de outubro)....foi histórico, nunca o nosso povo usou tão bem o que tinha na mão, internet.
Mobilizamos e mostramos que somos fortes, quando unidos.
Porque hoje em dia, todos só querem ser MC e já disse o GilPonés: - Nem todos serão mcs.....
Está sendo lançado até o final do ano o livro: Hip Hop - Dentro do Movimento de Alessandro Buzo (Aeroplano Editora), foram 70 entrevistas com militantes e artistas da nossa cena, espero que esse livro traga de volta o debate.
Porque só debatendo nós encontraremos a melhor forma de fazer o Hip Hop crescer, daqui pra frente, o futuro a Deus pertence, mas a gente só vai colher o que a gente plantar.
Alessandro Buzo é escritor
www.buzo.com.br
* Deixe seu comentário, ele é muito importante.
FONTE:BUZO
BUZO 10 ANOS
Alessandro Buzo lança o seu sexto livro, comemorativo aos 10 anos de carreira..... "Buzo 10 Anos" (Suburbano Convicto Edições)

sexta-feira, 24 de setembro de 2010 (19h) no centro de SP (Ação Educativa)
Alessandro Buzo lança seu sexto livro comemorando 10 anos de carreira "Buzo 10 anos", na Ação Educativa dia 24/09 (19h)

Convocação geral !!!!
Espero a presença dos amigos (as) na proxima sexta, 24/09.....neste dia, às 19h na Ação Educativa, estarei lançando um livro comemorativo referente aos meus 10 anos de carreira, são 10 crônicas contando alegrias e decepções dessa primeira decada como escritor e como consegui lançar meus livros, promover os eventos, como me tornei apresentador do "Buzão" na TV Cultura, como me tornei um cineasta, como transformei minha vida através da cultura.
Vale e muito a pena ler, custa só R$ 10,00.
Com isso a apresentação do Suburbano no Centro fica por conta do Da Antiga, o evento acontece paralelo ao lançamento. Veja programação abaixo...
"Literatura Interior" Lançamento official.

A Festa SUBSOLO está de volta,Trazendo o melhor do Rap e da Black music,com os melhores grupos e Djs da cidade.
No ano de 2008 o SUBSOLO foi Palco de Grandes Shows de Rap,e em pouco tempo se tornou um espaço bem frequentado por amantes desse Gênero musical que está crescendo muito na Cidade de Salvador
O Evento vai rolar Dia 18/09 na Casa Arte Bahia-Pelourinho,Próximo ao Teatro XXVIII,a entrada custa R$5,00 e Começa as 18:00 Horas.
VOCÊ NÃO PODE PERDER!!!
MANO GILMAR


Mano Gilmar é Paulista, nascido em Guarulhos, mas passou grande parte da sua vida na cidade de Suzano na zona leste de São Paulo.
Mano Gilmar e o Rap:
Esta no Rap desde 1999, mas já curtia e dançava desde os 10 anos de idade. Como ele mesmo diz: (Se estivesse dançando Break até hoje não tinha pra ninguém nas rodas). Mas logo parou, pois começou a cantar Rap.
Deu inicio no Rap cantando Gospel quando freqüentava a Igreja Renascer em Cristo da cidade de Suzano. (Deus me deu o Dom e esse é meu Chamado, devo utilizá-lo pra adorar e bem dizer o SEU nome que é SANTO e MARAVILHOSO).
Ao se afastar dos caminhos de Deus, gravou com alguns grupos entre ele o M.B.C de Suzano – SP e F.D.R de Parauapebas – PA, mas não era esse o propósito de DEUS em sua vida.
O Lançamento:
Mano Gilmar esta prestes a Lançar seu primeiro CD Solo “De Que o Seu Coração Esta Cheio?” um CD diferente do que estamos acostumados a ouvir principalmente no meio Gospel, Mano Gilmar diz: (Meu Rap é feito pra os loucos do mundão, pra jovens que curte algo diferente, meu rap é pra Crente Vencedor não quero ser apenas mais um Rapper no palco, mas sim um diferencial, pois a honra não é minha).
Lançamento do CD será após termino do CURSÃO (Curso de Maturidade no Espírito) oferecido pela Escola de Ministérios da Igreja Videira, no qual esta sendo concluído dentro de alguns meses.
O site:
O Site do Mano Gilmar já esta no ar por alguns meses e esta sendo reformulada para uma nova versão, uma versão mais interativa com opções para ter um contato mais freqüente com seus fãs. Conheça o Site: www.manogilmar.com.br Neste Site você poderá fazer o Download de trechos de todas as faixas do CD e também adquirir o seu CD do Mano Gilmar através da pagina de Produtos ou mesmo fazendo uma solicitação pela pagina de Contatos.
Entre todas as opções você também pode adquirir o seu CD pelo email: manogilmar@manogilmar.com O mesmo é para Contatos e Contratações para Shows, Evangelismo, Palestras, Testemunhos e Oficinas de Rap/Hip Hop.
Família:
Mano Gilmar é Casado com a Kelly, mãe do seu Filho João Pedro com quase três anos.
Veio para Goiânia a convite de seus pais que já estavam aqui e ele diz que de Goiânia (Só sai se for à vontade de DEUS).
Visão sobre Rap Gospel:
Deus esta a procura de Verdadeiros Adoradores, Jovens loucos por ELE como eu sou.
O Rap Gospel é uma das maneiras de mostrar o quanto sou Radical.
O meu DEUS não é um DEUS de Padrões, é um DEUS que só quer ser Adorado.
Se DEUS não discrimina Pessoas, Estilos ou Raça, então por que Discriminar o RAP?
Propósito:
Alcançar novas vidas, vidas perdidas, sem razão, sem motivos pra viver e sem fé. (Um dia eu estava assim e através do RAP GOSPEL eu voltei para CRISTO), então isso é Prova que o Rap serve sim para tocar o coração dos loucos, dos perdidos, dos sem CRISTO e principalmente daquele que diz: - Pra mim não tem mais jeito. Pois para DEUS nada é impossível.
Contatos:
Você pode encontrar o Mano Gilmar pelos fones:
62 - 3942.0672
62 -9923.0672
Por email e MSN:
@manogilmar
O Grito dos Excluídos - SC
RAP CATARINENSE

E no próximo dia 25 de setembro teremos em Blumenau mais um evento de RAP contando com os grupos Palavra Feminina, Circunstâncias, União de Idéias, Mano Kruger, Conceito "C.D.R." e Realidade Periférica vindo de Itajaí. Todos os grupos tem material no Site do Youtube e também no http://www.palcomp3.com.br/, onde você pode conhecer um pouco mais da história, do estilo do rap blumenauense e conhecer mais grupos de SC.
Agradecida a todos, lembre-se sempre:
"Viva a vida que você ama e ame a vida que você vive" - Só o amor traz a justiça
Muita PAZ!!!!!!!
MV Bill: Não fazer algo que sempre quis mudar seria uma contradição

O Jornal Extra fez uma reportagem com Mv Bill onde ela fala sobre a participação em “Malhação”. Como a notícia a respeito da atuação do rapper na novelinha adolescente teve grande repercurssão , resolvemos trazer para vocês está matéria que saiu no Jornal Extra
Poderoso Bill em “Malhação”
De favelado perseguido, acusado de fazer apologia ao crime, a respeitado formador de opinião, MV Bill já foi chamado de muita coisa. Agora, atende também por ator de ‘Malhação’, mas atuou na vida como flanelinha e carregador de bolsa de madame, experimentou maconha, foi virgem até os 21 anos e, hoje, sua maior extravagância é almoçar e jantar em casa, com a mesa posta, em plena Cidade de Deus: ‘O dinheiro me proporcionou ter dignidade’
“Mais um guerreiro do Rio de Janeiro buscando alternativa pra sair do coma brasileiro/ Considerado louco por ser realista, maluco e não me iludo com vidinha de artista (…) Televisão, ilusão tudo igual(…) O que você vai fazer agora pra mudar a regra?”. A letra faz parte do rap “A voz dos excluídos”, escrito por um futuro ator de “Malhação”. Algo parece estar fora da ordem? Não para MV Bill. O rapper e escritor, de 36 anos, nascido, criado, marginalizado, respeitado e reverenciado em sua Cidade de Deus, decidiu mudar a tal regra musicada e colocar a mídia a serviço de sua crítica social. Alguns podem até gritar em forma de protesto que “o cara entrou no esquema, mais um vendido pro sistema”. O que Alex Pereira Barbosa, o nome de batismo por trás do cantor de hip hop, considera fora de moda.
— Ao aceitar o convite, pensei que pudesse estar ajudando a modificar um formato do qual sempre discordei. Sempre critiquei as novelas, mas também me coloquei aberto a dialogar. Vi que havia uma disposição da Globo para mudar as coisas, estar mais próximo das pessoas que vivem no meu mundo. Não participar de algo que sempre quis mudar seria uma contradição — justifica MV Bill, que na novelinha adolescente será Antônio, um professor de matemática flexível com os alunos e linha duríssima com a filha Júlia (Dandara de Morais), num contexto em que se falará sobre periferia, romance interracial e bolsas estudantis.
Com Dandara, que fará sua filha em “Malhação”
MV Bill ainda não começou a gravar a nova temporada, que estreia amanhã, mas atuar não mete medo. É diretor e ator de seus próprios clipes, já fez cinema (“Sonhos roubados”, de Sandra Werneck), e está curioso. Afinal, quer conhecer o homem para o qual vai emprestar o corpanzil de 1,95m. É na Cidade de Deus que ele dá suas entrevistas, reside, escreve suas músicas e circula. E também tira fotos e dá autógrafos. Muitos.
_ Deveria ser normal me verem aqui, né? Por isso fico tão sem graça de fazer fotos aqui na rua. É uma coisa estranha isso, porque… pô, é a Cidade de Deus! — surpreende-se o cantor, que sabe que o assédio só tende a aumentar: — Até hoje sempre foi tranquilo, nada que fugisse ao respeito ou ao controle.
Com fãs em plena Cidade de Deus: motivo de timidez
Se hoje o moço é festejado, o passado conta outra história. Em 1999, chamou atenção ao se apresentar no extinto Free Jazz Festival e apavorar todo mundo ao mostrar durante a música uma arma na cintura. Bill explica que era só um protesto pela paz. Em 2006, novo quiproquó. O rapper foi acusado de fazer apologia ao crime no clipe de “Soldado do morro” (Feio e esperto com uma cara de mal/ A sociedade me criou mais um marginal/ Eu tenho uma nove e uma hk/ Com ódio na veia pronto para atirar). A coisa só mudou de figura quando “Falcão, os meninos do tráfico” chegou ao “Fantástico”.
— Minha mãe fica feliz ao me ver nas páginas culturais. Antes, era só nas policiais — ironiza.
Dona Cristina, ex-doméstica dos condomínios da vizinha Barra da Tijuca, temia pelo filho.
— Passei por muitos perrengues. Fui flanelinha, carreguei bolsa de madame… Lembro que ia cantar e não tinha dinheiro. Sabia que minha mãe tirava de uma responsabilidade de casa para poder pagar meu ônibus, para eu não ter que passar por baixo da catraca e correr o risco de ir preso, ser machucado — conta.
A mãe criou os três filhos sob rédeas curtas. O pai, Paulo Roberto, separado da mãe, é um dos fundadores da Cidade de Deus. Andar tranquilamente na favela em que nasceu era para os amigos, armados, que se bandearam para o lado mau da força. MV Bill resistiu.
“Passei por essa bifurcação do certo e errado muitas vezes”
— O que sou se deve muito ao braço forte da minha mãe. Quando ela via que eu poderia estar pensando besteira, que poderia descambar para o outro lado, me colocava na rédea. Às vezes, dava uns tapas, botava de castigo, mas bastava olhar e falar grosso que já resolvia. Eu ficava p…, mas hoje dou graças a Deus por ela ter agido assim — conta ele, que não tem religião definida, não bebe, não fuma, dorme às 21h quando não tem show, mas chegou a experimentar maconha: — Não gostei, ainda bem, porque nem cheguei a experimentar outra droga. O que me salvou foi o medo. Passei por essa bifurcação do certo e errado muitas vezes. Ao mesmo tempo que tinha o lado sedutor de ver os caras com os tênis e roupas mais maneiras, cheios de mulher, pois estavam no tráfico, dava um cagaço porque também via o cara sendo preso e morrendo na mão dos próprios bandidos.
No filme “Sonhos roubados”, de Sandra Werneck
O rap entrou na vida de Alex através do filme “As cores da violência”, de Dennis Hopper. Era 1988, ele tinha 14 anos e ficou louco pela trilha feita pelo Public Enemy. Virou MV — mensageiro da verdade — Bill e teve o ídolo como parceiro no último disco:
— Não sabia inglês, mas na época tinha uma revista que trazia as letras traduzidas. O rap foi a saída para mim.
Aluno mediano — ele completou o primeiro grau —, MV Bill gostava mesmo era das aulas de português.
— Era aquele aluno que viajava na maionese, mas adorava escrever redação. A Tia Nair elogiava meus textos, mesmo com os erros de pontuação e ortografia, lia lá na frente da sala. Cada vez que chamava minha mãe na escola, ela achava que era problema, mas a professora dizia que eu tinha dom artístico. Minha mãe retrucava: “Dom artístico o escambau! Esse menino tem que estudar!” — recorda.
Cena do documentário “Falcão, os meninos do tráfico”
Se estivesse viva, Tia Nair teria orgulho do menino apelidado de Bill porque tinha cara de rato, era desajeitado e não tinha jeito com as meninas. Tanto que só perdeu a virgindade aos 21 anos.
— Todos os meus amigos transaram com 13, 14 anos. Eu era o feio. Hoje em dia, até o feio arruma uma tampa para sua panela, mas naquela época… Meu pai nunca me chamou de gay, mas chegou a insinuar. Ele dizia: “Vai arrumar uma mulher, me enche de neto!”. Mas, cara, não queria transar e ser pai. Achava que isso sempre acontecia. Quando transei pela primeira vez, meus amigos já tinham pelo menos dois filhos.
Queria uma namorada, não ser pai. Quando descobri que era possível ter mulher e não engravidá-la, aí sim! — explica o cantor, casado há seis anos com a jornalista Vivian Reis, e ainda sem filhos.
MV Bill com os pais Cristina e Paulo Roberto
A grana que entrou após a fama é destinada aos projetos sociais, ao selo próprio, aos documentários e até a uma grife. Ele vende, pela internet, roupas e acessórios no estilo hip hop.
— Um amigo meu tinha uma confecção e pediu para tirar minhas medidas. Pô, nunca ninguém tinha feito isso! Comprava roupa gringa, tamanho XXXL. Agora uso GGG e calço 45. Imagina antigamente! Sempre usava roupa curta e tênis dois números menores. Sorte que minha avó era doméstica na casa de um lutador de boxe e eu herdava os calçados velhos dele — descreve, sem qualquer ponta de tristeza ou mágoa: — Hoje posso contar isso com um sorriso no rosto. Estou longe de ser milionário, mas o dinheiro me proporcionou ter dignidade. Tomar café, almoçar, jantar na mesa, com a família reunida, sem passar necessidade. Isso era o que mais queria: não passar vontade.
” Estou longe de ser milionário, mas o dinheiro me proporcionou ter dignidade. Tomar café, almoçar, jantar na mesa, com a família reunida, sem passar necessidade. Isso era o que mais queria: não passar vontade”
Fonte: Jornal Extra
Comentário dos Leitores:
Val Rapper - Produções Caseira
FINO

Sobre f.i.n.o. : Disco Quarto Mundo nas ruas!
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F.I.N.O.
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Formação de Inteligência Nacionalista Organizada, pode ser uma definição, ou simplesmente pela estrutura de seu corpo franzino, o apelido F.I.N.O., MC nascido e criado na zona sul de São Paulo, na região do Capão Redondo, envolvido com a música Rap desde 1997, trabalhou com o grupo Conceito Moral (que teve um bom destaque na cena Hip Hop, realizando shows com grandes nome do Rap Nacional, como Racionais, Sabotage, RZO, além de participar do Festival organizado pelo Governo do Estado de São Paulo e a gravadora TRAMA em 1999, onde ficaram em quarto lugar).
Em 2001, F.I.N.O. decidiu seguir seu caminho em carreira solo, e isso resultou no disco demo intitulado, MOCHILA DE RIMAS. Em 2005, lançou o EP: O SOM DO F.I.N.O., com 5 faixas. Ambos e com produção e gravação por RB STUDIO, e tiveram grande repercussão na zona sul de SP gerando shows e execução em diversas radios comunitarias.
Após isso, o MC, formou uma aliança com a banda de hip hop NÚCLEO, o que ocasionou diversas participações em shows e a gravação do disco LA CONEXION SP - MADRID. Disco este, no qual Nucleo e F.I.N.O. representando São Paulo fizeram músicas junto com outros diversos grupos de Madrid (Espanha).
Já em 2007, o encontro com o DJ F-ZERO, que dava início aos trabalhos do seu selo, MATERIAL CORROSIVO, resultou na criação e produção de algumas músicas, que hoje resultaram no trabalho intitulado QUARTO MUNDO.
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QUARTO MUNDO
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"Qu4rto Mundo" é um disco em parceria com o DJ F-Zero, responsável pela maior parte do disco, com o beatmaker Diamantee respondendo pelas duas únicas batidas que não passaram pelo crivo do F-Zero.
A primeira informação relevante: 70% dos samples utilizados nos beats são nacionais. Isso significa uma novidade em termos de produção tupiniquim e já diz algo sobre como o conceito do trabalho foi levado a sério. Em outras palavras, o tal quarto mundo de Fino já tem trilha sonora definida: ritmos brasileiros, de todas as formas.
O curioso, entretanto, é que a forma como os samples são trabalhos é bastante discreta. Não é uma tentativa gratuita de valorizar a música brasileira; na verdade, é bem provável que, caso você não tenha lido o parágrafo acima antes de ouvir o disco, não fique com a impressão da predominância de músicos nacionais. Os excertos são tratados de forma tradicional e não são a figura principal do álbum: o resultado final dos beats é mais importante do que as fontes utilizadas.
Para este trabalho, o MC baseou-se na trilogia literária (Sidarta, O Lobo da Estepe e Damian) do autor alemão, naturalizado suíço, Herman Hesse; fazendo com que este trabalho seja de certa forma muito mais intimista, pois busca não só analisar a sociedade e seus indivíduos como um todo, mas principalmente preocupa-se mais com a busca pelo seu eu e suas verdades em sua forma mais positiva. Quarto Mundo demonstra de forma ambígua, os pensamentos, buscas e reflexões que vão além do nosso Terceiro Mundo.
O mote do disco é Fino, e sua visão de mundo. O emcee fala sobre tudo. A onipresente rua e suas armadilhas, a paixão pelo rap, as agruras de um homem comum em uma metrópole incomum. É aceitável encarar "Qu4rto Mundo" como o manifesto da filosofia de vida de Fino, e isso pode ser facilmente justificado em faixas como "Um gole de vinho, um pouco de jazz" ou "Tranquilo".
Na verdade, assim é o tal "Qu4rto Mundo" de Fino. Um espaço tipicamente brasileiro, e não são apenas os samples os responsávies por isso, e sim a própria mentalidade do emcee. Podemos considerá-lo um bom representante do brasileiro comum: cheio de dificuldades, mas ainda assim otimista, crente que o mundo melhora no próximo dia. O cara que para para refletir, mas logo depois está sorrindo com os amigos. Um cara tranquilo, que toma um vinho e ouve um jazz para relaxar e fugir dos monstros e da violência gratuita.
Texto por: Felipe Schmidt (boom bap), Rod.
www.myspace.com/finoquartomundo
















